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sábado, 16 de abril de 2011

Educação Escola e Família!

EDUCAÇÃO, ESCOLA E FAMÍLIA
 Por: Sonia das Graças Oliveira Silva
 A qualidade da Educação Infantil depende, cada vez mais, da parceria entre a escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas beneficiadas são as nossas crianças pequenas. (Carraro, 2006)
 Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de sua vida, convivendo com sua família e os entes queridos. As pessoas que cuidam das crianças, em suas casas, naturalmente possuem laços afetivos e obrigações específicas, bem como diversas das obrigações dos educadores nas escolas. Porém, esses dois aspectos se complementam na formação do caráter e na educação de nossas crianças.
A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completa.
Torna-se necessária a parceria de todos para o bem-estar do educando. Cuidar e educar envolve estudo, dedicação, cooperação, cumplicidade e, principalmente, amor de todos os responsáveis pelo processo, que é dinâmico e está sempre em evolução.
Os pais e educadores não podem perder de vista que, apesar das transformações pelas quais passa a família, esta continua sendo a primeira fonte de influência no comportamento, nas emoções e na ética da criança.
É fato que família e escola representam pontos de apoio e sustentação ao ser humano e marcam a sua existência. A parceria família e escola precisa ser cada vez maior, pois quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos serão os resultados na formação do sujeito.
A parceria com a família e os demais profissionais que se relacionam de forma direta ou indireta com a criança é que vai ser o diferencial na formação desse educando.
A vida nessa instituição deve funcionar com base na tríade pais – educadores – crianças, como destaca Bonomi (1998). O bom relacionamento entre esses três personagens, (dois dos quais são protagonistas na escola – educadores e crianças) é fundamental durante o processo de inserção da criança na vida escolar, além de representar a ação conjunta rumo à consolidação de uma pedagogia voltada para a infância.
A Professora Di Santo (2007) lembra que a fundamentação para a relação educação/escola/família como um dever da última para com o processo de escolarização e importância de sua presença no contexto escolar é publicamente amparada pela legislação nacional e diretrizes do MEC, aprovadas no decorrer dos anos 90.
Podemos citar: Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90), nos artigos 4º e 55; Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96), artigos 1º, 2º, 6º e 12; Plano Nacional de Educação (aprovado pela Lei nº 10172/2007), que define como uma de suas diretrizes a implantação de conselhos escolares e outras formas de participação da comunidade escolar (composta também pela família) e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos. Citamos ainda, a Política Nacional de Educação Especial, que tem como uma de suas diretrizes gerais: adotar mecanismos que oportunizem a participação efetiva da família no desenvolvimento global do aluno.
 A importância da família na vida da criança
 O primeiro grupo de pessoas com quem a criança, ao nascer, tem contato é a família. É interessante que logo a criança já demonstra suas preferências, seus gostos e suas diferenças individuais. Também a família tem seus hábitos, suas regras, enfim, seu modo de viver. É desse modo que a criança começará a aprender a agir, a se comportar, a demonstrar seus interesses e tentará se comunicar com esta família.
Está aí, neste círculo de pessoas que rodeiam a criança, a fonte original da identidade da criança.
Desde cedo, os pais precisam transmitir à criança os seus valores, como, ética, cidadania, solidariedade, respeito ao próximo, auto-estima, respeito ao meio ambiente, enfim, pensamentos que leve essa criança a ser um adulto flexível, que saiba resolver problemas, que esteja aberto ao diálogo, às mudanças, às novas tecnologias.
A criança já aprende desde pequena o que a mãe não gosta, o que é perigoso, o que pode e o que não pode fazer. Percebe-se, então, a importância da orientação dos pais.
À família cabe entender que a criança precisa de liberdade, mas por si só não tem condições de avaliar o que é melhor ou pior para ela mesma. A família é o suporte que toda criança precisa e, infelizmente, nem todas têm. É o sustentáculo que vai ajudar a criança a desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;
 FAMÍLIA E EDUCAÇÃO
Vamos refletir um pouco sobre a função da família, na educação dos filhos.
Ferrer-Gomez (1993), em seu opúsculo Ser Família Hoje, faz uma série de colocações, que merece a nossa atenção e
que gostaríamos de partilhar com todos.
“A palavra educar pela sua etimologia (educere), significa “conduzir a partir de”.
“Educar é ajudar a ser, permitir que se seja. A vida pertence a cada ser humano. O que deve nos preocupar é que esse
ser humano seja ele mesmo, despertando nele o que tem de melhor em si”. “De nada valem as atitudes permissivas que
tudo toleram e favorecem o capricho e a falta de maturidade, nem o protecionismo, ou paternalismo que abrem todas as
portas, removem todos os obstáculos e convertem o filho em uma pessoa incapaz; nada disso é bom. É preciso exigir
do filho que ele seja capaz de bastar-se a si mesmo, o mais cedo possível, acompanhando-o, dialogando, sem resolver
com isso todos os seus problemas, ter atitudes bem pensadas, uma vontade firme, um mínimo de segurança, tudo isso,
supõe uma educação ao mesmo tempo exigente e respeitosa”.
“Educar para que o filho se torne livre e verdadeiro. Educar é ajudar a “tornar-se livre”. Não se trata da liberdade de fazer
ou não o que se deseja, mas da liberdade interior. É muito importante poder ser livre interiormente, não ser escravo dos
caprichos, das paixões, dos medos, das dúvidas e da falta de segurança. Ser livre significa ser dono de si, aceitação
alegre e humilde de sua própria realidade, quando o Eu interior é dono de todo o ser e não submisso ao corpo, aos
sentimentos ou às idéias. Ser livre é amar apaixonadamente a verdade e buscá-la em cada situação, diante da cada
dificuldade, livre de todo o subjetivismo irracional. Assim nós nos sentiremos livres diante de nossa própria consciência e
diante dos outros. Tornar alguém capaz de viver por si mesmo, de ser ele mesmo, de se integrar na comunidade dos
homens e de orientar a própria vida para o amor, eis o alvo, a finalidade da educação. Toda relação de amor supõe a
proximidade, a disponibilidade, a atenção e, ao mesmo tempo, uma certa distância que nasce do respeito e que nos
impede de ser um peso, de sufocar o outro: estar perto, sempre mantendo a necessária distância; estar longe,
mantendo a necessária proximidade”.
Caros pais, vamos pensar, discutir, refletir sobre o texto acima, e analisar a nossa missão de pais, que temos como
único desejo a felicidade de nossos filhos.
A Fundação Luiz Almeida Marins Filho tem com foco “ensinar a aprender”.
Prof. Dr. Marcos de Afonso Marins
Presidente da Diretoria Executiva da Fundação LAMF