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são paulo, zona leste, Brazil

terça-feira, 26 de julho de 2011

Conferência - Modulo 10

RELATO – ATIVIDADES COMPLEMENTARES

ALUNO
TUTOR:                                                                                                                                       TURMA: 
MATRICULA                                       MÓDULO: 10                                            DATA DE ENTREGA: 
Carga horária validada:10 horas.
CONFERÊNCIAO QUE SABEMOS E O QUE NÃO SABEMOS SOBRE O UNIVERSO
CONFERENCISTA: MARCELO GLEISER
Professor de física e astronomia do Dartmouth College, em Hanover (EUA), o físico e astrônomo Marcelo Gleiser é formado pela Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro e possui Ph.D. pela King's College de Londres.

O QUE SABEMOS E O QUE NÃO SABEMOS SOBRE O UNIVERSO

Nesta videoconferência, o astrofísico brasileiro Marcelo Gleiser aborda o estudo dos astros e a história do universo, demonstrando como a ciência diz respeito a todos e que, portanto, todo cidadão tem o direito de saber como o mundo funciona. Ele também nos conta um pouco da sua experiência pessoal de menino interessado nos mistérios do mundo e no poder da razão humana. Marcelo diz que desde pequeno sentia uma grande necessidade de descobrir a origem das coisas que existiam no mundo, os animais, a humanidade, o surgimento da terra. E foi essa curiosidade que acabou despertando o seu desejo em se tornar um cientista. 
Inicialmente, Marcelo explica que astrofísica é o estudo dos astros e cosmologia é o estudo do cosmo, sendo os astros a designação comum que se dá aos corpos celestes que orbitam no espaço a exemplo dos asteroides, cometas, estrelas, meteoros, planetas, planetoides, e satélites naturais (luas). Já o cosmo é o Universo em seu conjunto, toda a estrutura universal em sua totalidade. Tratando mais especificamente das estrelas, Marcelo inicia a conversa explicando o que é uma galáxia.

As Galáxia
Para o cientista galáxia significa "círculo leitoso", devido à sua aparência no céu. Ela é formada por um grande aglomerado de bilhões de estrelas e outros objetos astronômicos (nebulosas de vários tipos, aglomerados estelares, etc.), unidos por forças gravitacionais, que associam elétrons e prótons formando átomos de hidrogênio que começam a girar em torno de um centro de massa comum e é esse movimento que dá origem às galáxias. Como exemplo, Marcelo citou um balão de festa com vários pontinhos pretos, sendo cada um deles uma galáxia. À medida que esse balão vai inflando esses pontinhos vão se afastando uns dos outros. Assim funciona a expansão do universo. Para o cientista, no interior de toda estrela há uma imensa fornalha que funde o hidrogênio a uma temperatura que chega a 15 milhões de graus, saindo daí o seu brilho.
Todas elas têm um ciclo de vida, ou seja, nascem em nuvens de gás compostas basicamente de Hidrogênio e Hélio que chamamos de nebulosas, depois "queimam" o seu combustível produzindo novos elementos e liberando energia e por fim, morrem após algumas reações nucleares quando o combustível se esgota e a estrela se esfria liberando alguns gazes, formando o que chamamos de anã branca, como acontece com as estrelas menores, ou quando ao produzirem novos elementos, explodem subitamente liberando uma quantidade enorme de energia.

O sol
O surgimento do sol se deu a partir de uma aglomeração da poeira cósmica e gases em determinado ponto da via láctea. Estas partículas de poeira e gases foram se agregando e deram origem a uma massa de matéria que se tornou cada vez mais compacta. À medida que essa massa crescia aumentava sua força gravitacional que atraia mais partículas e gases. Após alguns bilhões de anos a temperatura dentro da massa atingiu cerca de 15 milhões de graus, iniciando-se uma reação atômica causando uma fusão nuclear, responsável pela liberação de grandes quantidades de energia emitida na forma de luz e calor. A massa e poeira cósmica e gases tornavam-se assim, mais uma estrela no universo: o sol. Com base no tamanho do sol e na quantidade de energia por ele produzidos, estima-se que sua idade aproxima-se dos 5 bilhões de anos. Mas ele não é eterno. Daqui a muito tempo - 5 bilhões de anos - nosso Sol, como todas as estrelas, vai morrer. O hidrogênio - o combustível que o mantém vivo - não é eterno. No fim, o Sol vai sucumbir ao próprio peso e explodir. E vai semear novamente pelo Universo a poeira das estrelas capaz de gerar a vida. Marcelo esclarece ainda que enquanto a idade aproximada do sol é 5 bilhões de anos,  segundo a Teoria do Big Bang,

O Universo
Segundo Marcelo, o niverso foi criado há cerca de 15 ou 20 bilhões de anos quando uma fabulosa quantidade de energia localizada em uma esfera de diâmetro inferior a 1cm, expandiu-se rapidamente após dilatação e resfriamento uniforme. Essa redução rápida de temperatura determinou as sucessivas transformações da energia liberada que se materializou na forma de partículas (matérias) e antipartículas (antimatérias) que se aniquilaram gerando uma quantidade enorme de energia. O excesso de matéria em relação à antimatéria deu origem ao Universo.
Marcelo esclarece ainda dúvidas do auditório a começar pela relação existente entre as ondas de rádio e as estrelas. Marcelo explica que uma estrela morta comprime seu interior a densidades muito altas. Ao seu redor existe muita matéria, gases e radiação que giram a velocidades altíssimas dando origem às ondas de rádio.

Sobre Plutão.
Conversando sobre o rebaixamento do planeta Plutão.  Primeiro Marcelo descreve planeta como sendo um corpo celeste que está em órbita ao redor do Sol. Para ele, Plutão além de possuir um formato inclinado e um tamanho muito inferior em relação aos outros planetas, orbita de forma irregular, circulando muito longe do sistema solar, passando, portanto, a ser considerado como um "planeta anão", ou seja, um corpo celeste muito semelhante a um planeta que possui gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbrio hidrostático, porém não possui uma órbita desimpedida.
Plutão, mostrado como o anel mais afastado nas duas ilustrações, tem a órbita mais irregular de todos os objetos que já foram considerados planetas.
Agora,  os principais planetas do sistema solar são: Mercúrio, Vénus,Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A vida em Marte.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de se viver em Marte, Marcelo diz que desde que haja uma biosfera (conjunto de todos os elementos de um ecossistema) é possível sim a humanidade se espalhar pelo Universo assim como nos espalhamos pela Terra. Pelo menos água é um dos elementos comprovados em Marte. Estudos demonstram que no passado existiu água em abundância por lá, já que há evidências de leitos de rio, o que não descarta a hipótese de ter existido vida em outros tempos.


Aquecimento Global.
Sobre Aquecimento Global, Marcelo explica que a queima de combustíveis fósseis  provenientes do petróleo, tais com gasolina, óleo e gás, gera uma grande quantidade de gás carbônico bloqueando a atmosfera como se fosse um cobertor em torno da Terra.  Vários países tem se esforçado para diminuir os agentes que causam poluição, mas ainda há muito a se fazer, afirma o astrofísico.

As teorias das ciencias na escola.
Por fim, Marcelo fala sobre a importância das teorias e sobre o papel do educador no ensino desta disciplina. Ele diz que quando questionado sobre o certo e o errado das Teorias, ele costuma dizer que  se levarmos em consideração uma era pré-científica em que ainda não existiam determinadas regras e validações empíricas, podemos concluir que o certo e o errado para aquela época eram relativos. Hoje, a divulgação só é feita quando determinada descoberta é comprovada cientificamente por uma comunidade científica após o lançamento de uma hipótese.
Quanto ao papel do educador ele diz que é preciso motivar os alunos buscando aguçar sua curiosidade e mostrando o valor do ato da pergunta. O professor é aquele que ensina a arte de perguntar. É preciso também sair da sala de aula porque a ciência está em toda a parte.
- O ensino das Ciências deve ser praticado de forma que a criança se sinta fascinada, interessada e apaixonada pelas descobertas e para tal, basta relacioná-la ao dia a dia das pessoas. E como isso é possível? Derrubando o velho tabu de que ciências é um assunto chato. Se mantivéssemos a curiosidade natural dos pequenos, ao longo de nossas vidas, certamente nos posicionaríamos melhor no universo. Cada Revolução Científica implica em uma Revolução  Social. Como divulgador, busco passar uma ideia de que Ciência não é coisa de outro mundo e daí, a importância em não confundir divulgação com estudo da Ciência. Para aproximar a Ciência do público aconselho fazer uso de imagens e metáforas, adequar a linguagem ao público que se quer alcançar, evitar jargões técnicos, buscando uma caracterização humana da ciência e principalmente do cientista, finaliza Marcelo Gleiser.



OBRAS

O Marcelo está mais famoso entre os leigos por causa de sua série ‘Poeira das Estrelas‘, no Fantástico.
Lista de livros escritos por ele:
- O Fim da Terra e do Céu
- O Livro do Cientista - Col. Profissões
- Micro Macro: Reflexões Sobre o Homem, o Tempo e o Espaço
- A Harmonia do Mundo
- A Dança do Universo - dos Mitos da Criação ao Big-Bang
- Retalhos Cósmicos.